quarta-feira, 10 de julho de 2013

Deliciosa Fraqueza



 Embora não tenha ido fazer uma pequisa formal, como mulher e louca por bolsas, acho que posso afirmar sem medo de errar que a bolsa é o acessório mais admirado, necessário e garimpado pelas mulheres de todo o mundo. Basta ver não só posts e matérias de moda, mas também fotos de eventos importantes de que área for. Personalidades em evidência, convidados e até as subcelebs sempre pensam muito na bolsa na hora de criar seu look.

     A bolsa é quase uma continuação do próprio corpo, com a vantagem de que podemos mudá-la ou ajustá-la ao nosso estilo com muito mais rapidez, praticidade e chances de bons resultados. Não fujo a regra e bolsas são uma paixão em minha vida. Curto todos o momentos; a hora em que bato o olho, me apaixono perdidamente de forma quase voraz, até pagar e sair, vitoriosa, com ela na sacola da loja. Ou, em tempos de internet com comércio bombando no Facebook ou e-commerce em sites particulares, esperar meu pacotinho chegar com meu novo objeto do desejo. A sensação é indescritível, mesmo para mulheres como eu, vaidosas, mas que de fútil, não tem nada...

     O próximo passo é pensar num look onde ela entrará de maneira quase orgânica, integrada e sair de casa muito feliz. O olhar do outro nem me importa, o importante pra mim é usar a minha escolhida com um tremendo sentimento de posse e muita segurança.

     Quando pensei em escrever sobre essa minha paixão, escolhi três marcas das quais sou cliente porque gosto de falar do que conheço bem. A estilista Vera Aklander foi minha última descoberta. Presente na moda carioca há mais de 25 anos, ela começou a fazer biquinis para marcas como Forum e Cantão, além de chapéus de tecido para Lenny. Fez também rasteiras em couro bordadas em pedraria de vários tons diferentes, todas confeccionadas a mão. Vera tem o dom e o impulso da desconstrução ou modificação na hora de elaborar uma nova idéia. Não é raro usar brincos ou peças diferentes, exóticas e inserir em suas bolsas. A mesma mente criativa também é capaz de criar bolsas bem clean, seja em formato tote ou pequenas, cool, para a noite, onde só cabe o necessário: chave, celular e um batonzino...

     Já teve loja em ponto badalado de Ipanema. Resolveu mudar, criou marca própria há alguns anos e vende muito, pois sua clientela é cativa, sabe onde encontrá-la e com o evento do Facebook, tudo ficou mais fácil. Chega a vender mais de dez por semana ! Passeia pelo mais simples, por isso muito sofisticado, até o mais elaborado em termos de design, como sua bolsa Repolho, que poderia facilmente estar exposta no MoMA.

     Vera e chique.



Bolsa Repolho


Bolsa Sonia
Bolsa Nude








     Cecilia Machado é uma mulher do mundo. Carioquíssima, filha de família ligada a moda_ sua avó e mãe idealizaram e tocaram a Bonita_ loja das meninas mais bem vestidas do Rio de Janeiro da década de 50 até os anos 90. Morou em Londres, foi editora de moda de duas revistas internacionais, da Desfile da Editora Bloch, até que em 2000 resolveu mudar tudo em sua vida. Com olhos muito atentos, começou a ver o movimento de todos que iam pra Bali e do que voltava em forma de moda, decoração e que fazia tanto sucesso por aqui.

     Mas ela estava a fim de ir na contramão do certinho, do industrializado. Talvez isto fizesse parte do tal pacote de mudança de vida. Em menos de um ano, já estava mandando remessas de bolsas para a Daslu e oito anos depois para Bali ! Cecilia é sucesso absoluto entre tramas e materiais. Consegue os mais belos pontos entre couro. E.V.A. , material emborrachado, P.U. , poliuretano, e com o que mais resolver brincar. Nesses dias anda eufórica com o lançamento de seu novo web site, desta vez com e-commerce, que funciona redondinho, como este blog já testou, e sua nova página no Facebook.

     Este recomeço de Cecilia foi muito interessante porque fez a flamenguista ultra zona sul, que segundo ela própria tem o estilo em seu DNA, retirar-se das grandes cidades; do Rio onde nasceu e de São Paulo, onde viveu por muitos anos, e fixar-se na pequena cidade de Muzambinho onde existe apenas um sinal de transito. Ela integrou-se de tal forma à realidade e ao ritmo de vida dos funcionários que tem em sua fábrica, que acredita que se sua presença não fosse tão constante, o resultado não seria o mesmo. Ela está com eles 24/7, e o resultado está aí.

Cecilia é contemporaneidade e sucesso.



Bolsa Provence em cestaria e palha e PU











Bolsão de crochê com PU e alças de crochê


www.ceciliamachado.com.br








XAA é um nome intrigante e atrás dele e depois de ver um "curtir" no Facebook da titular desta coluna, foi que encontrei uma nova marca, com cerca de um ano, radicada em São Paulo.

O maior mérito de XAA, é ter criado algo realmente novo, diferente da mesmice e do que se vê pelos quatro cantos. Nada que alguém "tenha trazido" de fora, ou no bom português, copiado mesmo. A marca tem identidade própria e personalidade muito forte. Criada por Julia Almeida e Fernando Rockert, a dupla procura equilibrar o mundo feminino da criação de bolsas e acessórios com o universo masculino, aqui representado pelos desenhos étnicos pirografados a ferro e fogo. A idéia da dupla é criar um universo único, além de atemporal e emocional, objetivo prontamente alcançado desde o início.

Eles queriam construir uma tendência própria, e provavelmente hoje já são referência para várias outras marcas pelo talento do foco num olhar muito objetivo e determinado. O universo deles parece único, uma bolha no meio da contemporaneidade.

Não ficam só nas bolsas, maravilhosas, mas também nas malas de viagem, nos acessórios, sempre muito fortes e étnicos. Muitos podem pensar que por ser um material tão forte, seja pra ter apenas uma peça no closet. Mas não é nada disso. É para ter mais e mais, porque dentro do gênero, eles dão um banho de criatividade e variedade. A cada semana uma nova pegada, uma forma, uma surpresa que surge na página do Facebook e nos faz pensar que a criatividade entrou ali ficou. Uma usina em constante estado de ebulição.

E por falar em entrar, o sucesso foi tanto que em menos de um ano de vida XAA monta loja com outras duas marcas. E lá serão encontrados também os lindos acessórios que como o resto dos itens, são sempre feitos com materiais nobres; couros exóticos certificados, tecidos garimpados mundo afora (lindos de morrer! ), ferragens de alta qualidade, miçangas, ossos e patuás esculpidos por índios que se misturam transformando-se em peças artsy . Sempre em séries limitadas. Ah... E se você quiser falar deles pra alguém... Diga CHÁ. E assim que se pronuncia....


XAA é modernidade e olhar jovem.


Bolsa Safi - Peca unica









Bolsa de viagem

Bolsas da colecao Gipsy











Estilo e identidade da marca nas embalagens da XAA







                                                                                          Paola Bonelli, interina





























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